- O que assistir na Netflix nesta semana? Veja 5 estreias de 19 a 25 de outubro
- Diploma não encerra formação: mercado de trabalho impulsiona busca por atualização profissional no Brasil
- Perda de força muscular: 5 sinais que merecem atenção após os 60 anos
- Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 19/10/2026
Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muitos estudantes intensificam a rotina de estudos e tentam aproveitar cada minuto disponível para revisar conteúdo. No entanto, quando a preparação passa a ser acompanhada de exaustão, irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação constante de cobrança, o esforço pode deixar de ser produtivo e começar a prejudicar o aprendizado.
Segundo Luana Galleano Mello Sobrinho, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, a reta final antes do Enem exige equilíbrio. A ansiedade nem sempre é negativa: em níveis moderados, pode ajudar o estudante a se organizar e a se preparar melhor. O problema surge quando a tensão se torna intensa, frequente e interfere no sono, na memória, no raciocínio e na capacidade de manter uma rotina saudável.
“É importante diferenciar dedicação de sobrecarga. Estudar por muitas horas, sem pausas e sem descanso, não significa necessariamente aprender mais. Quando o estudante percebe que lê a mesma página várias vezes sem compreender, esquece conteúdos que já dominava, fica mais irritado ou passa a associar o estudo apenas a medo e culpa, esse é um sinal de que a rotina precisa ser revista”, afirma.
A especialista explica que o cérebro precisa de intervalos para consolidar informações. Por isso, insistir no estudo, mesmo diante de cansaço intenso, pode gerar o efeito contrário: queda no rendimento, bloqueios na hora da prova e aumento da autocrítica. “A preparação saudável envolve constância, planejamento e autocuidado. O estudante não precisa esperar chegar ao limite para descansar. Pausas também fazem parte do processo de aprendizagem”, destaca.
Para ajudar estudantes a reconhecerem quando é hora de reorganizar a rotina, a psicóloga aponta alguns sinais de que o estudo deixou de ser produtivo:
1. Você lê, mas não absorve o conteúdo
Quando a leitura se torna automática e o estudante precisa voltar muitas vezes ao mesmo trecho sem compreender o que acabou de ler, pode ser um sinal de fadiga mental. Nesses casos, uma pausa curta costuma ser mais eficiente do que insistir por mais uma hora.
2. O corpo começa a dar sinais de alerta
Dor de cabeça frequente, tensão muscular, alteração no sono, cansaço constante, falta ou excesso de apetite e sensação de coração acelerado podem indicar que a pressão está ultrapassando o limite saudável.

3. A ansiedade passa a paralisar
Sentir nervosismo antes de uma prova é esperado, mas, quando a preocupação impede o estudante de começar, organizar prioridades ou revisar com clareza, é preciso reduzir o ritmo e retomar o planejamento em etapas menores.
4. O descanso vem acompanhado de culpa
Se qualquer pausa gera sensação de fracasso, o estudante pode estar preso em um ciclo de cobrança excessiva. Descansar não é perda de tempo: é uma estratégia para manter memória, atenção e equilíbrio emocional.
5. A rotina perdeu equilíbrio
Quando sono, alimentação, lazer e convivência ficam completamente comprometidos por vários dias, o estudo tende a deixar de ser sustentável. A psicóloga orienta que a rotina inclua blocos de estudo, pausas programadas e horários mínimos de autocuidado.
Entre as estratégias recomendadas estão dividir o conteúdo por prioridades, alternar matérias mais difíceis com revisões mais leves, fazer pausas curtas a cada período de concentração e evitar estudar até a madrugada. Técnicas simples de respiração também podem ajudar nos momentos de maior tensão: inspirar lentamente, segurar o ar por alguns segundos e soltar devagar contribui para reduzir a ativação física da ansiedade.
Não hesite em procurar ajuda
Luana Galleano Mello Sobrinho reforça que, quando a ansiedade causa sofrimento intenso, crises recorrentes, prejuízo importante no sono ou dificuldade de realizar atividades do dia a dia, é fundamental buscar ajuda profissional. “O estudante não precisa lidar com tudo sozinho. Conversar com familiares, professores e profissionais de saúde mental pode ajudar a reorganizar a rotina e a construir estratégias mais saudáveis para atravessar esse período”, orienta.
Por Luana Figueiredo
