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Passagem e hospedagem costumam ser os primeiros gastos que vêm à mente na hora de planejar uma viagem. Na prática, porém, eles representam apenas uma parte do orçamento. Segundo Daiane Alves, educadora financeira da Neon, despesas com transporte, alimentação, ingressos, taxas, compras e até pequenos gastos do dia a dia também precisam entrar na conta. Sem planejamento, esses custos podem se acumular e fazer uma viagem que parecia econômica sair bem mais cara do que o esperado.
“O problema é que os gastos que acontecem durante a viagem acabam ficando em segundo plano. Separadamente, um café, uma corrida de aplicativo ou um ingresso podem parecer pequenos, mas, somados ao longo de vários dias, podem representar uma diferença importante no custo final”, explica Daiane Alves.
Diante dessa realidade, a especialista lista sete gastos que costumam surpreender os viajantes e explica como se preparar para eles antes de fazer as malas. Confira!
1. Transporte
O deslocamento não termina quando o viajante chega ao destino. Corridas de aplicativo, táxis, aluguel de carro, estacionamento, pedágios, transfers e transporte público precisam entrar na conta. Em destinos maiores ou com atrações distantes entre si, esse custo pode ganhar ainda mais peso.
2. Alimentação
Além das refeições principais, é importante considerar cafés, lanches, bebidas e outras pequenas despesas ao longo do dia. Em destinos turísticos, os preços também podem ser diferentes daqueles praticados na cidade de origem.
3. Passeios e ingressos
Museus, parques, atrações turísticas, shows e experiências são frequentemente adicionados ao roteiro depois que a viagem já foi planejada. Definir previamente quais atividades cabem no orçamento ajuda a evitar gastos inesperados.
4. Taxas e serviços adicionais
Bagagem despachada, escolha de assento, estacionamento, taxas cobradas pela hospedagem e outros serviços adicionais podem alterar o preço inicialmente anunciado. Conferir as condições antes da compra ajuda a ter uma visão mais precisa do custo total.
5. Compras e lembranças
Outro ponto de atenção são os gastos que não estavam previstos no planejamento. Presentes, souvenirs, roupas e outras compras podem parecer despesas pontuais, mas, quando acumuladas, comprometem uma parcela significativa do orçamento.

6. Câmbio e gastos no exterior
Para viagens internacionais, o planejamento precisa considerar também a variação cambial e os custos associados às compras realizadas em moeda estrangeira. O valor convertido no momento da compra pode não ser exatamente o mesmo que aparecerá posteriormente na fatura, dependendo da data e das condições de processamento da operação e da cotação aplicável.
7. Imprevistos
Por mais detalhado que seja o planejamento, imprevistos podem acontecer. Ter uma margem financeira destinada a situações inesperadas ajuda a evitar que uma emergência seja resolvida exclusivamente com crédito.
Como planejar o orçamento da viagem
Para a educadora financeira, uma das principais formas de evitar surpresas é transformar o orçamento da viagem em um planejamento mais detalhado. “Antes de embarcar, vale estabelecer um teto de gastos e dividir esse valor entre as principais categorias. Assim, o viajante consegue aproveitar a experiência sem perder de vista o impacto que aquela viagem terá no orçamento”, afirma.
A especialista também recomenda atenção ao uso do cartão de crédito. “O cartão pode ser uma ferramenta de pagamento, mas não deve ser utilizado para esconder um gasto que não cabe no orçamento. Em uma viagem internacional, ainda é preciso considerar fatores como IOF e câmbio. O ideal é voltar da viagem sabendo exatamente como os gastos realizados irão impactar o orçamento dos próximos meses”, conclui a educadora.
Por Mariana Spelta
