Profissionais de tecnologia querem que CEOs preocupados com temas de impacto social

Pesquisa mostra que profissionais de tecnologia preferem gestores com preocupações sociais

A maioria dos profissionais da área de tecnologia acha que presidentes de empresas precisam se posicionar mais em relação a temas relevantes para a sociedade como igualdade salarial, proteção de dados e os impactos da inteligência artificial, entre outros.

Os dados são de uma pesquisa da agência de comunicação Weber Shandwick, feita em parceria com a KRC Research, que contou com a participação de mais de 500 profissionais de tecnologia em sete países, entre eles o Brasil.

Mais satisfação em trabalhar em empresas engajadas

Mais de 80% dos entrevistados acham que os presidentes de empresas têm a responsabilidade de se posicionar publicamente sobre assuntos que geram discussões acaloradas na sociedade. A opinião favorável aos “CEOs ativistas” é ainda maior entre funcionários de companhias do próprio setor de tecnologia na comparação com aqueles que trabalham em departamentos de T.I, dentro de outros segmentos.

Na opinião dos profissionais, ter um CEO com preocupações sociais os deixaria mais dispostos a trabalhar na empresa ao invés de trocá-la por concorrentes. “A nova geração de talentos da área está bem ciente das mudanças em curso e prefere atuar junto a líderes que estão resolvendo os desafios comerciais e sociais de amanhã”, diz Chris Perry, diretor digital da Weber Shandwick.

Temas de mais interesse

Alguns dos assuntos que os funcionários consideram mais urgentes estão diretamente relacionados ao impacto de novas tecnologias na sociedade e no mercado de trabalho, como a necessidade de treinamento para novas habilidades (74%), privacidade e proteção de dados (73%), inteligência artificial (68%) e direito à liberdade de expressão (62%).

Já outros temas ultrapassam setores, como a igualdade salarial (73%), globalização (67%), acesso a planos de saúde (66%), igualdade de gênero (66%), assédio sexual (63%), imigração (48%), direitos LGBT (46%) e controle de armas (44%).